Um Surpreendente Endosso à Doutrina

Ensine-nos o que a Bíblia diz

Deus atribui preeminência à doutrina. Mas os evangélicos não têm feito isso até recentemente. No livro de Deus, conhecer o Filho e crer nos fatos verdadeiros a respeito dEle significa liberdade. “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” (João 8.32). A auto-revelação de Deus na Bíblia não é flexível e adaptável. Paulo a chama de “a forma de doutrina a que fostes entregues” (Romanos 6.17). Essa doutrina é um modelo, um padrão de medida. A verdade é medida pela doutrina. Em outras partes da Bíblia, Paulo a chamou de “todo o desígnio de Deus” (Atos 20.27), “o padrão das sãs palavras” e “o bom depósito” (2 Timóteo 1.13-14). Essa doutrina não muda. Nossa salvação eterna é determinada pelo fato de crermos nela: “O que permanece na doutrina, esse tem tanto o Pai como o Filho” (2 João 9). Afaste-se da doutrina, e você se afastará de Cristo. Ou melhor, tenha cuidado da doutrina e você salvará “tanto a si mesmo como aos seus ouvintes” (1 Timóteo 4.16 ).

Isto é um sublime elogio à boa doutrina. Você talvez imaginaria que os evangélicos se mostram unânimes. Mas provavelmente ouviremos afirmações tais como: “Cristo une, a doutrina divide”; “Pergunte em quem você crê e não em que você crê”. A minimização da doutrina bíblica é comum. Contudo, se não estamos dispostos a receber de Deus uma sublime estimativa da doutrina bíblica, talvez possamos recebê-la de George Barna.

Ele tem feito pesquisas entre os evangélicos americanos, a fim de observar se praticamos o que pregamos. Está descobrindo que não pregamos doutrina com base nas Escrituras e, conseqüentemente, não agimos de modo diferente do mundo. Por exemplo, Barna disse que os evangélicos se divorciam quase à mesma taxa do restante da nação. Somente 9% dos evangélicos dão o dízimo. Dentre 12.000 jovens que assumiram o compromisso de esperar até ao casamento, 80% tiveram sexo fora do casamento, nos sete anos seguintes. 29% dos evangélicos tradicionais não pensa que é errado o sexo antes do casamento. Os evangélicos brancos se mostram mais dispostos a rejeitarem vizinhos negros do que os católicos e outros principais grupos protestantes.

De acordo com a definição de George Barna, um evangélico está pronto a dizer: “Fiz um compromisso com Jesus Cristo que até hoje é importante em minha vida”. Além disso, os evangélicos concordam em vários outros assuntos como: Jesus viveu uma vida sem pecados; a salvação eterna é somente por meio da graça, e não das obras; os crentes têm uma responsabilidade pessoal de evangelizar os não-crentes; Satanás existe. Barna disse que entre 7 a 8% da população dos Estados Unidos está neste grupo. E não vivem de um modo substancialmente diferentes das pessoas do mundo.

No entanto, Barna desenvolveu agora um novo conjunto de critérios que define um grupo no evangelicalismo que tem “um ponto de vista bíblico sobre o mundo”. Isso significa que eles dizem que “a Bíblia é o padrão moral” e que “verdades morais absolutas existem e são transmitidas em toda a Bíblia”. Além disso, eles crêem que Deus é o Criador onisciente e todo-poderoso, que governa o universo, que a salvação não pode ser obtida por meio dos atos deles mesmos e que a Bíblia é totalmente exata em todos os seus ensinos. Este grupo é substancialmente menor do que o grupo evangélico mais amplo.

Para aqueles que depreciam a doutrina, considerando-a problemática, pode ser uma surpresa que este grupo viva de modo diferente do mundo. Ronald Sider, em seu novo livro, The Scandal of the Evangelical Conscience (O Escândalo da Consciência Evangélica), descreve a diferença:

Eles são provavelmente 9 vezes mais dispostos do que todos os outros a rejeitar o material “somente para adultos” que veicula na Internet. Eles são 4 vezes mais capazes do que os outros crentes a boicotar empresas e produtos questionáveis e 2 vezes mais aptos a escolher não assistir um filme especialmente por causa de seu péssimo conteúdo. São 3 vezes mais capazes do que os outros adultos a não usar produtos de tabaco e 2 vezes mais dispostos a ajudar pessoas necessitadas. 49% de todos os cristãos nascidos de novo que sustentam um ponto de vista bíblico sobre o mundo têm se oferecido como voluntários, trabalhando por mais de uma hora por semana, para uma organização que ministra aos pobres; enquanto somente 29% de cristãos nascidos de novo que não têm um ponto de vista bíblico sobre o mundo e 22% de cristãos não nascidos de novo fizeram isso.

A conclusão é que a doutrina é importante. Sider expôs este conceito assim:

As descobertas de Barna concernentes ao comportamento diferente de cristãos que têm um ponto de vista bíblico sobre o mundo enfatiza a importância da teologia. A ortodoxia bíblica é realmente importante. Uma maneira relevante de acabar com o escândalo do comportamento cristão contemporâneo é agir e orar fervorosamente em favor do crescimento da ortodoxia teológica em nossas igrejas.

Quem teria imaginado o que lhes diria o próprio sistema de pesquisas que seduz muitos a conhecerem a opinião popular: pare de buscar a opinião popular e ensine o que a Bíblia diz?

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