Deus Opera Maravilhas

Num estado de obediência resoluta e na completa desobediência

1. Não sonhe nem ore pequeno demais no que concerne ao que Deus pode fazer para salvar pecadores e glorificar seu nome em meio à obediência resoluta.

Regularmente, Deus realiza suas maravilhas de misericórdia e salvação em meio à nossa obediência resoluta. Por exemplo, Paulo disse:

“Ora, é necessário que o servo do Senhor não viva a contender, e sim deve ser brando para com todos, apto para instruir, paciente, disciplinando com mansidão os que se opõem, na expectativa de que Deus lhes conceda não só o arrependimento para conhecerem plenamente a verdade, mas também o retorno à sensatez, livrando-se eles dos laços do diabo, tendo sido feitos cativos por ele para cumprirem a sua vontade” (2 Timóteo 2.24-26).

Nosso dever é a obediência resoluta: não viver a contender, ser brando e paciente, não retribuir o mal com o mal, corrigir com gentileza. Em meio a essa obediência resoluta, Deus pode lhes conceder “o arrependimento”. Não devemos supor que nada extraordinário acontecerá, enquanto perseveramos em nossa fidelidade diária. É neste ponto que Deus gosta de agir de maneiras sobrenaturais.

Então, devemos orar: “Senhor, faze com que o fruto de nossa vida seja maior do que a medida de nossa fidelidade”.

2. Não sonhe nem ore pequeno demais no que concerne ao que Deus pode fazer para salvar pecadores e glorificar seu nome em meio à completa desobediência.

Deus não está limitado a agir somente quando somos obedientes, oramos e sonhamos com suas intervenções.

Por exemplo, em Atos 22.5-8, Paulo nos fala a respeito de como Cristo irrompeu em sua vida completamente rebelde, quando ninguém havia planejado nem sonhado com isso.

“De que são testemunhas o sumo sacerdote e todos os anciãos. Destes, recebi cartas para os irmãos; e ia para Damasco, no propósito de trazer manietados para Jerusalém os que também lá estivessem, para serem punidos. Ora, aconteceu que, indo de caminho e já perto de Damasco, quase ao meio-dia, repentinamente, grande luz do céu brilhou ao redor de mim. Então, caí por terra, ouvindo uma voz que me dizia: Saulo, Saulo, por que me persegues? Perguntei: quem és tu, Senhor? Ao que me respondeu: Eu sou Jesus, o Nazareno, a quem tu persegues”.

Em meio à completa desobediência de Paulo, Deus interveio e o tornou um grande missionário. Eis uma versão contemporânea do poder de intervenção de Deus. D. James Kennedy, pastor da Igreja Presbiteriana de Coral Ridge, nos conta a história de sua conversão no livro Indelible Ink (Marca Indelével), editado por Scott Larsen (WaterBrook Press, 2003):

Aos vinte e três anos de idade, eu era um indiferente espiritual. Pior do que isso, estava completamente satisfeito com meu estilo de vida secular como instrutor no estúdio de dança Arthur Murray, em Tampa. Eu havia parado o curso na universidade, e estava ganhando dinheiro por fazer algo que apreciava muito. Era solteiro, popular e livre de restrições morais. Não me recordo de ouvir antes o evangelho.

Isso foi antes de meu rádio-relógio surpreender-me com algo inesperado, em meu apartamento alugado em South Boulevard, em Tampa. Eu chegara de uma festa de danças que durara toda a noite e regulei o aparelho para me despertar na hora certa, com música apropriada, para um retorno tranqüilo à consciência. Mas o que ouvi naquela tarde de domingo foi... a voz trovejante do Dr. Donald Gray Barnhouse, pastor da Décima Igreja Presbiteriana na cidade de Philadelphia. Pulei imediatamente da cama para mudar a sintonia do rádio, mas fui barrado quase no meio do caminho por uma pergunta que não pude evitar.

Em seu tom penetrante e vigoroso, pelo qual ele era famoso, este grande pregador e evangelista de rádio perguntou: “Suponha que você morresse hoje, e comparecesse diante de Deus, e Ele lhe perguntasse: ‘Que direito você tem para entrar no meu céu?’, o que você responderia?” Fiquei completamente desnorteado. Nunca havia pensado naquilo, e minha indiferença se evaporou. Sentei-me na beira da cama, como se estivesse paralisado, tentando encontrar uma resposta para essa pergunta simples. Tive bom senso suficiente para compreender que, embora não tivesse qualquer familiaridade com a Bíblia, esta era a pergunta mais importante que já penetrara a minha mente (p. 69-70).

Em sua misericórdia, Deus levou Kennedy a uma banca de revistas na esquina mais próxima, onde ele perguntou: “Vocês têm livros religiosos?” Venderam-lhe uma cópia de The Greatest Story Ever Told (A Maior História Já Contada), escrito por Fulton Oursler. Desta maneira, sem qualquer plano ou sonho humano, Deus salvou o D. James Kennedy.

Portanto, sigamos a obediência resoluta, mas também oremos: “Senhor, dá vida nova e glorifica o teu nome onde nenhum homem sonhou ou planejou isso”.

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